terça-feira, 25 de setembro de 2012

As receitas de Carola

Hoje vivi um momento muito especial. Em minhas mãos, estas grandes e desajeitadas mãos, esteve, por alguns minutos, a maior preciosidade de nossa família. Meu objeto de desejo, em anos de pesquisa. Algo que alimentou minha curiosidade e imaginação, uma coisa tão pequena e simples, mas que tomou proporções gigantescas em meu desejo: o CADERNO DE RECEITAS de Carolina von Koseritz!
Quem conhece minha história, ou leu meu livro "Carola", sabe do imenso amor e carinho que dedico à minha trisavó. Mas para quem não sabe, vou dar uma ajudinha: imagine ter em suas mãos algo tão antigo, tão rico em significado, tão precioso... Um pequeno caderno, do tipo brochura, de capa dura e vermelha. As folhas, finas, delicadas, quase transparentes, desgastadas pelos mais de 100 anos de existência. A caligrafia caprichada e perfeita, escrita a bico de pena, a letra da jovem Carolina...
Aquele caderninho, que para qualquer um meio desavisado, não passaria de uma velharia,esteve nas mãos de Carolina, nas mãos de sua filha Stella, e serviram para orientar as deliciosas e exóticas receitas que alimentavam a família, há tantos anos atrás. Pudins, bolos, sopa... E o indefinível  Pudim de Salmão!
A sensação que tive foi indescritível, misto de alegria e de admiração. Meu coração se aqueceu, vibrou de mansinho e minhas mãos, tão grandes e desajeitadas, fizeram-se leves, para acariciar, cheias de amor, aquelas páginas antigas, amareladas e tão cheias de significado.
Hoje, realizei um sonho! Meu agradecimento sincero à tia Leda Feijó, que proporcionou-me isso!
                                                                                                           
                                                                                                              Silvia M. Kaercher

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Koseritz e a cultura gaúcha

Não foi, o 20 de setembro, o precursor da Liberdade, como canta o Hino Rio Grandense, pois após o término da Guerra dos Farrapos, o Rio Grande do Sul continuou atrelado ao governo brasileiro. Mas foi, sim, o precursor do grande orgulho que o povo riograndense tem por sua terra, seus hábitos, sua cultura.
O gaúcho é estimulado, desde a mais tenra idade, a valorizar suas tradições, habituar-se com o vocabulário campeiro e a ouvir suas canções típicas, repletas de sentimento de amor a seu estado/pátria e cultiva hábitos como chimarrão, carreteiro e churrasco em todas as camadas de sua sociedade, hábitos antes restritos à lida nos campos, aos trabalhadores das zonas rurais. Somos hoje, um grande estado/nação de campeadores!

CARLOS von KOSERITZ, grande amante que era das coisas do Rio Grande e do Brasil, foi um dos pioneiros no resgate desta cultura. Publicou poesias populares, instigou o povo a valorizar suas origens e foi, por isso, admirado em todo o país.

Segundo José Fernando Carneiro, biógrafo e historiador, no livro KARL VON KOSERITZ (Cadernos do Rio grande X):

"Merecem referências seus estudos sobre a poesia popular rio-grandense, que ficaram célebres. Foi (Koseritz) quem primeiro identificou e colheu no Rio Grande uma versão de NAU CATARINETA. As quadras populares que coligiu serviram depois a Simões Lopes Neto na elaboração do seu CANCIONEIRO GUASCA. Um precursor (Koseritz), portanto, na família dos nossos folcloristas."

                                                                                                       
Que sirvam, pois, essas façanhas, de modelo a toda gente!

Um 20 de setembro abençoado aos gaúchos e gaúchas de todas as querências!

                                                                                    Silvia Meirelles Kaercher


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A PROMESSA

A crônica que transcrevo abaixo foi escrita pelo jornalista Alceu Feijó, e publicada no Jornal NH, no dia 3 de janeiro de 1986.
Uma lição de amor e respeito aos nossos amados pais, que tanto fizeram por nós!

A Promessa

Ao completar mais um ano e contemplar uma velha fotografia dos plantadores de trigo lá em São Francisco de Paula, vejo entre eles a presença de meu pai, Darci Feijó. Um turbilhão de coisas e emoções se abate sobre as minhas saudades e lembranças. Uma delas é que meu pai faleceu com 47 anos e eu já tenho 58, portanto, já vivi muito mais do que ele, no entanto, de tudo que me lembro, ele viveu uma eternidade, tão marcada que ficou sua passagem entre nós e seus amigos. Ele faleceu quando esperava um neto, morreu antes da Lenize nascer, ela que seria sua primeira neta, eu já tenho cinco, e acho que ele seria muito mais avô do que eu tenho sido, embora eu consiga ser  um avô integral durante 15 minutos quando os cinco estão reunidos comigo. Ele que me desculpe, mais de 15 minutos não dá pra aguentar o redemoinho  que representam. 
Um domingo me enchi de coragem e fui passear com o bando todo em São Francisco. De largada já começaram a brigar pelo lugar da frente e na volta estavam brigando pelo lugar de trás. Houve um momento em que o pandemônio era tão grande nos fundos da Caravan  que eu travei no meio da RS e bradei com os braços levantados:
- CHEGAAAAAAAA...
Mas são um encanto, logo serenaram e passaram o resto do passeio quietinhos e se espiando, na maior candura do mundo. Até hoje eles lembram da minha bronca.
 Mas eu também me lembro perfeitamente de uma tarde num quartinho escuro da Beneficência Portuguesa, onde meu pai se recuperava de uma operação e me abraçando, pediu balbuciando:
- Se me acontecer alguma coisa, cuida da tua mãe.
Anos mais tarde ele morria e minha mãe passou a morar comigo. Inicialmente, sem poder lhe oferecer muito de conforto e até mesmo de carinho, via o tempo passar e as palavras de meu pai bem vivas na minha consciência.  Resignada e pacienciosa, ela jamais pediu nada mais do que um pouco de atenção e a presença dos netos ao seu lado. 
Nas primeiras horas de 86, levei-a ao seu pequeno apartamento e vendo-a subir os degraus vacilante, procurando apoio nas paredes, não a acompanhei, postado que fiquei ao pé da escada, ouvindo seus passos indecisos sumirem escada acima, a porta bater revelando o som do seu refugio. Por alguns instantes, ainda fiquei imaginando o vazio da vida para os mais velhos. Soberanos e envolvidos com a saúde dos filhos, educação, preocupações de toda ordem, chegam a um momento da vida isolados num canto, mesmo com conforto, somente com suas lembranças. 
Quando consegui um apartamento para minha mãe, cheguei a falar com meu pai prestando conta do seu pedido. Pronto, sua mulher tem um apartamento só dela, cumpri minha obrigação (?). Cada vez que eu ia visitar minha mãe e era recebido com agradecimentos, eu sentia que faltava algo. Que não bastava só   o conforto, a tranquilidade, a privacidade de um pequeno apartamento. Foi só na madrugada do dia 1º de janeiro de 1986 que senti que o pedido feito pelo meu pai era bem maior do que uma cama e um prato de comida. Ouvindo os passos frágeis escada a cima e o bater da porta, passei a me questionar se tinha cumprido mesmo a promessa. 
Na mesma hora, multipliquei minha posição pela de milhões, milhões de filhos que levaram suas mães ao "seu cantinho" depois da festa de fim de ano, e concluí que somos todos um batalhão de ingratos incorrigíveis, amordaçados por um sistema de vida que não aceita as coisas de outra maneira. Chega ao ponto que os vizinhos dão mais atenção às "vovós" do apartamento ao lado, que os filhos. Honestamente, não vejo como mudar essa situação, embora sinta todas as emoções que o fato provoca. Vou ter que agradecer publicamente aos vizinhos do Santa Geovana pelas atenções que tem dispensado a minha mãe e ter outra conversa com meu pai e perguntar-lhe se cumpri com seu pedido. Tenho a impressão que ele irá me dirigir um meio sorriso e sacudir sua cabeça negativamente, concluindo com sua bondade:
- Está tudo bem, meu filho, eu e tua mãe estamos felizes...


Stella, mãe de Alceu Feijó,  faleceu dois anos após esta crônica.




segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Resenha: Chiquinha & Eu


Chiquinha & Eu, de Beth Stockler


Casarão nº 8, na praça principal de Pelotas 

Como contar a história de uma casa? Como resgatar a vida das pessoas que ali viveram, há um século? Quanto de tudo isso está em seus descendentes, no inconsciente/consciente de cada familiar?

Abençoada e amparada por recordações vivas e um grande volume de objetos, cartas e documentos, Beth Stockler atirou-se a esse desafio: trazer à vida os Antunes Maciel, proprietários do Casarão 8, hoje em restauro, Patrimônio da Cidade de Pelotas/RS. 

Sua narrativa nos cativa no primeiro capítulo, repleto de amor, daquele amor inexplicável que se tem por alguém que sequer conhecemos, fruto da tradição oral da família e da curiosidade de criança. A volta da bisneta amorosa ao casarão que abrigara sua família por gerações, desperta histórias esquecidas, emoções guardadas, descobertas. 

Francisca Antunes Maciel, a Chiquinha, entrelaça suas lembranças de outrora com as histórias que a autora ouviu e forma uma narrativa repleta de nuances espirituais, testemunhando que a vida segue e que os laços familiares amorosos se perpetuam.

O senhor da casa, Francisco Antunes Maciel, proeminente de seu tempo, deputado provincial, político e Ministro de Estado, abre-nos seus salões onde figuras como Gaspar Silveira Martins e Gumercindo Saraiva são convidados frequentes. Algumas das maiores personalidades da vida pública rio-grandense no final do século XIX,  passam por nós através de documentos, fotos, cartas telegramas, e é admirável como a autora reconstrói o dia a dia da família, nas menores nuances.

O livro não é um romance, não é regido por um fio condutor que trama uma história. São como flashes, momentos, acontecimentos corriqueiros ou importantes, narrados por diversas vozes. Um excelente livro para quem gosta de História, para quem admira a escrita bem delineada, para quem quer conhecer os costumes e os hábitos do século XIX. Mas acima de tudo, Chiquinha & Eu é um livro de amor, uma homenagem que Beth Stockler faz a toda a sua família.  Recomendo.

                               Sílvia Meirelles Kaercher


LIVRO: Chiquinha & Eu – Reinventando o passado
AUTORA: Beth Stockler
EDITORA: Gráfica e Editora Cidade de Barbacena, 2012.
CONTATO COM A AUTORA: http://servoleta.blogspot.com.br/
VENDA: www.livrariamundial.com.br
 EMAIL: lmundial@terra.com.br
 VALOR: R$ 44,00

terça-feira, 7 de agosto de 2012

De Gatos e Ratos - Ruth Fleury

Publico hoje uma grata surpresa que recebi. Ruth Fleury é trineta de Carlos von Koseritz e também escritora. Leia abaixo a divertida crônica que escreveu sobre seus gatos.


DE GATOS E RATOS        


Cheguei à conclusão de que os gatos são animais consoladores, isto é, os pretos e brancos, outros devem ter uma missão, que não conheço. Mas todos têm seus defeitos, entre eles uma urina malcheirosa que tresanda até longe e avisa: “Aqui é uma casa que tem gatos,” e fezes não muito melhores. Criadores de gatos não devem ter mais nariz ou olfato. Contudo os gatos são do bem, enviados não sei por quem, quando a gente mais precisa. Não os meus gatos, que eram bestinhas, um amarelo de nome Bartolomiau e o outro tigrado, e tantos nomes lhe demos que nenhum pegou, e foi só gato mesmo.
Quando minha mãe morreu, os gatos sumiram por uns dias, voltaram depois, mas com imensa cautela, e, inexplicavelmente, resolveram daí em diante fugir de mim, com medo de meus sapatos, de meu andar que ressoava fortemente na casa quase vazia. Não sentavam mais em meu colo, contentando-se em ficar no chão perto do sofá, mas vigilantes. Se eu levantava, disparavam os dois apavorados, e ainda tinham a cara de pau de estar sempre miando por comida. Na visão deles, eu só tinha uma função: alimenta-los toda hora. Não só eu sentia desesperadamente a falta de minha mãe. Os gatos também sentiam sua falta. Apreciavam seu andar vagaroso, com chinelinhos de feltro, seu colo magro, mas acolhedor, sempre fofo e quente pelas mantas e cobertores que usava nas pernas. Mas esses gatos não consolavam de nada, só urinavam sempre e inapelavelmente em qualquer lugar que estivesse limpo. Contudo...
Uma semana após a missa de sétimo dia de minha mãe, eu não tive coragem de ir para o sítio, lugar que minha mãe gostava muito, mas todos os meus filhos foram com esposas, crianças, cachorros e tudo o mais. Foram à noite, tudo normal, ficaram conversando até tarde, e na manhã de sábado, quando sentaram na imensa e acolhedora mesa do terraço para tomar café, estando todos já sentados, uma gata branca e preta saiu da sala para o terraço, pulou num dos bancos e ficou ali graciosamente esperando que lhe servissem alguma coisa. Ninguém a conhecia, ninguém soube de onde ela veio, meus caseiros nunca a tinham visto no sítio, e essa impressão de que alguém a mandara para consola-los, foi tão grande que a batizaram imediatamente de Estrela. A minha mãe chamava-se Stella. A gata continua no sítio. Quase um ano se passou, muito poucas vezes vamos até lá, mas ela continua instalada no terraço numa das cadeiras almofadadas, olhando a paisagem. Só sai de lá para comer a ração de outros gatos que aparecem e ficam por lá para caçar ratos. Comida a ração a Estrela volta digna para seu terraço, sem misturar-se àquela escumalha felina.
Minha irmã, que hoje mora nos Estados Unidos, teve uma gata desse tipo, preta e branca que só faltava falar, como dizem, vivia dando “beijinhos” pequeninas mordidinhas de leve, no rosto da minha irmã. Essa gata viveu uns doze anos e como estivesse doente minha irmã a carregou para sua casa no exterior, onde ela viveu por mais um tempo. Quando morreu minha irmã mandou cremar, arrumou uma urnazinha para as cinzas que estão hoje em cima da lareira. Conta minha irmã que uma semana após a morte da Kika, ouviu uns miados na porta principal da casa, e ali bem em cima do capacho “Wellcome” estava uma consoladora, gata branca e preta também. Essas coisas chegam a dar gastura no estômago da gente.
Tive também um gato preto e branco chamado Don Ramon que criei com mamadeira e viveu, uns oito anos, e acho que foi o mais digno representante da raça felina que jamais apareceu neste mundo . Nunca deu qualquer atenção a cães, era o bicho aparecer farejando e Don Ramon, numa faísca, dava-lhe só uma patada no focinho e o cachorro se afastava  ganindo e lambendo a ferida. Esse gato passeava comigo, ao meu lado por qualquer rua que eu andasse e quando eu falava “vamos para casa”, ele virava e voltava naquele passo sossegado e almofadado dos gatos, sem se distrair com nada, até talvez para me proteger e levar em casa. Morreu logo depois que me casei. Acho que foi desgosto de não ter mais a quem acompanhar. E´ engraçado, só pensei nisso agora, na época não me dei conta.  A gente não vê mais nada alem de si própria quando é jovem...
Enfim fiquei só com dois gatos que não me consolavam e pareciam me detestar. Por que não me desfiz deles? Ótima pergunta, mas eles também cumpriam suas obrigações, por exemplo, não entrava em casa nenhum inseto, principalmente baratas que eles matavam na hora. Às vezes matavam alguns passarinhos e eu ficava danada, mas entendendo. as razões deles.
Quando no mês de março vieram para São Paulo aquelas chuvas só admissíveis nas monções da Índia, todos os bueiros encheram-se de água, e os ratos desesperadamente tentavam sair daquela aguaceira e entravam pelos portões das casas. Eu morava nos Jardins, onde não é muito comum achar ratos nas salas. Pois bem, não havia manhã que eu descesse para o café da manhã sem topar com dois ou três camundongos mortos bem no meu tapete, embaixo da mesa da sala de almoço. Era um desespero ter de embrulhar os ratos no jornal, coloca-los num saco plástico bem fechado, vai que algum não estivesse bem morto e roesse o saco, e leva-los para a rua para o lixeiro pegar à noitinha. Acho que os gatos matavam os ratos assim que eles entravam no jardim, e depois os traziam pela portinha de gatos colocavam embaixo da mesa para mostrar que cumpriam suas obrigações.
Quando eu estava de mudança da casa, os gatos sumiram um atrás do outro, e não mais voltaram. Fiquei sentida, ainda mais que os ratos estavam abusando, carregavam tudo que não estivesse na geladeira. Tranquei todos os armários, mas esqueci dos livros. A casa tinha um jardim de inverno, onde fui colocando pilhas dos livros que iria levar. Uma noite ouvi um barulho de livros caindo e topei com três pares de olhos brilhantes pelos cantos, tentando ficar invisíveis. Não podia fazer nada e nem tinha mais gatos para chamar. Fiquei imóvel, meio escondida, atrás de uma cortina, um bocado de tempo e os ratos foram saindo do esconderijo, para roer as capas dos livros. Não sei que gosto encontravam nelas, claramente pouco alimentícias, ainda mais que estavam roendo “Vidas Secas” e” Seara Vermelha” Fiquei impressionada com a escolha dos livros, eram ratos socialistas aqueles, e percebi que não poderia lutar contra os “companheiros”. Política é coisa séria, não alimenta mas vicia. Conformei-me em perder uma parte das capas dos livros e uma semana depois mudava-me, deixando a casa, e os ratos pessimistas em relação`aquele local. O que eles fizeram depois não sei, devem ter ido para a casa do vizinho que tinha uma boa biblioteca. Nessa ocasião sofrida da mudança, enquanto me acostumava a nova moradia, não me apareceu na porta nenhum gato consolador, mesmo porque moro no nono andar.

                                                                                                                               Ruth Fleury.

sábado, 21 de julho de 2012

"Carola" na Feira do Livro de Torres


Agora é oficial: a escritora Silvia Meirelles Kaercher estará na 12ª Feira do Livro de Torres/RS.
No Domingo, dia 9/09/2012, a partir das 15:30, fará uma explanação sobre seu trabalho, responderá perguntas do público e depois autografará "Carola". AGENDE-SE!


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Kurt, o tio rico

Kurt von Koseritz foi o filho do meio dos barões von Koseritz, e irmão de Carlos von Koseritz, junto com  Tony, e sempre viveram em situação econômica privilegiada. Karl deixou tudo para trás ao imigrar para o Brasil, mas o irmão Kurt tornou-se  ministro de estado alemão. Seu patrimônio incluía uma propriedade rural às margens do Lago Garda, na cidade de Sirmione, na Itália, com um imenso casarão em estilo neo-clássico, ricos jardins e uma vista privilegiada para o belo lago. Sua construção data de 1898.
Kurt teve quatro filhos, mas todos faleceram antes do pai, assim como sua esposa. Ele não deixou herdeiros, outro drama da família Koseritz.
Atualmente, a propriedade é um hotel de luxo, o Palace Hotel Villa Cortine.


Para conhecer as belezas do lugar, acesse o link: http://www.italytraveller.com/en/z/palace-hotel-villa-cortine#

E se você for, me leve!!


Palace Hotel Villa Cortine - Itália