domingo, 4 de fevereiro de 2018

E-book Carola

O romance "Carola", de Sílvia Meirelles Kaercher, sobre a saga da família Koseritz, agora ganhou versão em e-book, pela Amazon.

Se você não possui  um Kindle (e-reader da Amazon), não tem problema. A Amazon disponibiliza o aplicativo GRATUITO de leitura para vários aparelhos. Baixe em qualquer dispositivo de leitura (kindle, computador, notebook, tablet e celular) e emocione-se com Carolina von Koseritz e família.


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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Por Carlos

"E, pois, embora o diário lidar da imprensa periódica me tenha gasto a imaginação,
 tenha cortado as asas à minha fantasia,
 embora a realidade da vida material tenha, uma por uma, destruído as minhas ilusões poéticas da primeira juventude, 
em que me extasiava a vista de verdejante prado, 
de argênteo riacho, 
o doce trinar do rouxinol; 
embora esse santo tempo de enlevos poéticos já vá longe, 
digo, ainda me fala à alma a majestade do oceano e,
 onde a doce poesia já não acha eco,
 o ribombar da tempestade ainda desperta simpatias, 
ainda me inspira." 

Carlos von Koseritz




 Trecho da obra de Karl von Koseritz. Um drama no mar, de 1862. Cf. VAZ, Artur Emílio Alarcon; MELLO, Juliane Cardozo de. Carlos von Koseritz. Novelas. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro: Corag, 2013.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Família Feijó na 35ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo




Nesta segunda, dia 20 de novembro de 2017, a escritora Sílvia Meirelles Kaercher  (Carola), o avô Alceu Feijó (A imagem além do tempo) e o tio Alceu Feijó Filho (Sou aviador) estarão junto autografando seus respectivos livros, no Espaço do Autor da 35ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo.



Veja algumas fotos do evento:



domingo, 28 de agosto de 2016

Novidades!

Após algum tempo sem postar nada por aqui, volto com uma super novidade! Meu romance "Ano Novo" (título provisório) (infanto-juvenil) será editado pela Editora Hyria, de São Paulo.
Confira a sinopse:

"Clara é uma jovem de 20 anos que vai passar as férias de verão na cidade litorânea de Torres, no Rio Grande do Sul, com a família e as amigas. Logo no primeiro dia do ano novo, Clara conhece Hugo um “candidato à Mister Universo” que conquista seu coração.

Em dois dias, tudo que ela tinha imaginado para as férias tomou outro rumo. Os dois se apaixonaram repentinamente e logo assumiram o namoro. Isso não agradou as amigas Ana e Gi nem o primo Rodrigo, que pediram para a garota ir com calma.

Mas calma?  Quando se encontra o amor da sua vida, o príncipe encantado, o cara mais perfeito do mundo é preciso mesmo ter calma? Clara achou que não, foi com tudo e as decisões daquele verão mudaram sua vida para sempre.

Ano Novo é um livro repleto de amor, amizade, intrigas, suspense e desconfiança. Faz com que você fique com aquela pulga atrás da orelha durante toda a leitura. É uma história envolvente e que cativa do início ao fim."


Em breve, nas livrarias. 








domingo, 6 de abril de 2014

Refúgio de Koseritz pode desaparecer!

Carlos von Koseritz foi sempre um jornalista duro, ferrenho em suas opiniões. Combateu desmandos, enfrentou críticas, elucidou a sociedade e cobrou atitudes das autoridades políticas. Seu temperamento árduo só amainava no que dizia respeito às suas filhas e esposa, momento em que se transformava em pai e esposo amoroso e dedicado.
Mesmo sendo membro e deputado provincial do Partido Liberal, não fez frente ao novo regime proclamado em 1889, a República.  Ainda assim, os debates, que ele acreditava "não deveriam, em nome da honra do país, restringir a livre expressão do pensamento", se acirraram e o momento era de muita agitação política, colocando os liberais do jornal "A Reforma", cujo redator chefe era Koseritz, contra os republicanos do "A Federação", de Assis Brasil e Júlio de Castilhos, este último, seu principal redator.
Assim foi que, para "precaver a vida de fracas meninas", refugiou-se dos debates políticos e perseguições dos republicanos, em março 1890, na chácara do amigo José Vicente da Silva Teles, na localidade de Pedras Brancas, hoje município de Guaíba/RS. Um local aprazível, sobre uma elevação, diante do Guaíba. Uma chácara de veraneio, com uma grande casa em estilo colonial português, de onde se tinha os morros de Porto Alegre como paisagem, um local para longos passeios entre a mata nativa, a rica fauna e o frescor do lago. Um local que deveria trazer paz de espírito para a família e saúde às meninas.
 Mas não foi assim....
Ali, no isolamento de Pedras Brancas, o agora perseguido político Carlos von Koseritz sofreu cárcere privado, ficando preso à vista de armas, com soldados dentro e fora de casa, com um grande aparato bélico. Na imensa casa, de muitas janelas, por uma semana a vida de Koseritz e a família perigou. Qualquer movimento em falso poderia sugerir tentativa de fuga, e o fogo se faria contra o preso. Aprisionado injustamente, sem crime, condenado sem julgamento, apenas a mercê da explícita má vontade política dos redatores do jornal "A Federação", a prisão se fez tão somente por haver, o jornalista, exercido seu dever em debate, no qual acreditava, como ficou provado posteriormente, pela ausência de contravenção. Foram os dias de cárcere o motivo do grande stress emocional que culminou com a morte do jornalista,  no dia 30 de maio de 1890, uma semana após a sua libertação,.
O cerco a esta casa, hoje conhecida como "Casa da Bala", teve papel fundamental na morte do grande jornalista, mentor do germanismo e destacado parlamentar gaúcho.
Embora preservada em suas características originais, este raríssimo exemplar da arquitetura colonial portuguesa, de meados do século XIX, após anos de ocupação, está  atualmente abandonada e sofrendo grande desgaste pela falta de manutenção. Localizada em meio a um loteamento, e cercada pelo que ainda resta de mata nativa, corre o risco de desaparecer. Por isso, encontra-se em processo de tombamento pelo Governo do Estado, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul.
"Todas as janelas eram guardadas por soldados"

Deve haver, por parte de todos que se interessam pela preservação da nossa história, um movimento ferrenho na preservação deste patrimônio. Com restauro, manutenção e limpeza, poderia se tornar um ponto turístico da cidade de Guaíba e do estado, e até mesmo um merecido memorial para Koseritz e demais eventos e pessoas que estejam relacionados com o local.
 Iniciativas públicas, políticas e privadas serão bem vindas neste projeto. Preservar é nossa obrigação e nosso legado para as futuras gerações.

Sílvia M. Kaercher

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Primeiros tempos de Koseritz no Brasil - inédito!

Muito pouco se sabe a respeito dos primeiros tempos de Carlos von Koseritz no Brasil. Algumas controvérsias e várias lendas se formaram a respeito do jovem alemão, que desertou no porto de Rio Grande, em 1851.
O artigo de 1940,  da revista O Globo, descoberto por Elza Gower, trineta do jornalista, traz algumas luzes a respeito dos padecimentos do futuro jornalista e seus primeiros movimentos em terras riograndenses. Um jóia rara, uma verdadeira preciosidade. Veja:

Revista O Globo, de 12 de outubro de 1940.
Colaboração: Elza Maria Gower

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sobre os protestos

Tenho me questionado, nestes últimos dias, a respeito dos acontecimentos recentes, de protestos legítimos e violência gratuita, qual seria a posição de Carlos von Koseritz no momento atual. Ele, que sempre se posicionou favorável à critica, ao debate e manifestou-e publicamente diversas vezes contra os atos do governo monárquico e presidencial.

Lembrei, então, que foi a partir de uma manifestação popular, em maio de 1890, em Porto Alegre, e atiçada por partidos políticos, que se desencadearam os desmandos, mortes e prisões que antecederam o cárcere privado de que foi vítima o jornalista e sua família. Acusado, injustamente, de participar dos protestos, usado como bode expiatório e feito refém de seus inimigos políticos, morreu poucos dias depois, de um ataque cardíaco, hoje sabemos, motivado pelo grande stress emocional que sofreu.

Em momentos de grande clamor público, tem-se que temer as injustiças e os aproveitadores. Vejo com grande alegria a manifestação de todo o nosso povo, mas também com muito receio do resultado final de tudo isso. Para a família de Koseritz, foi o luto.
Que para todos nós, o saldo final seja de mudança, maturidade e cidadania. Tenho certeza de que seria este o desejo de Koseritz.

Silvia Meirelles Kaercher